sábado, 11 de junho de 2011

Via Láctea

Estamos naquela famosa data do ano o DIA DOS NAMORADOS, e mesmo estando solteira NÃO odeio o Dia dos namorados!

E nesse post quero falar um pouquinho sobre o amor, na verdade, o que eu entendo por amor.

Não pretendo dar conselhos e nem falar como expert! Os mais vividos tem muito mais experiências e gabarito para isso!

Quando era criança e estava aprendendo a ler tive meu primeiro contato com poesia por meio de um papel que encontrei no meio de uns livros, numa prateleira do armário da minha professora. Eu tinha 6 anos. E você deve se perguntar como me lembro disso??? Foi marcante demais para esquecer.

Quando comecei a ler o poema, que dá título a esse post 'Via Láctea' ainda errando sílabas e meio tropéga, sentei no chão e fiquei tentando desvendar o que queria dizer aquilo...


Via Láctea


"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido 
Capaz de ouvir e de entender estrelas."

                                       Olavo Bilac




Na minha cabeça infantil, me questionava: Estrela fala? Além disso algumas palavras do vocabulário ainda me eram um mistério... 

Mas enfim, depois dessa experiência esse poema passou a fazer parte da minha vida.

Hoje em dia, eu entendo que a capacidade de amar uma pessoa é praticamente uma loucura! Você sai de si, você vê o mundo de outro jeito, você olha o céu e as estrelas, fala com elas e vê tudo nos olhos de quem ama, mesmo em pleno silêncio.

Acho isso uma loucura... porque quando estamos amando, estamos nos arriscando e porque somos capazes de aceitar coisas, compreender situações e ter sensações que em sã consciência nunca teríamos. O outro é diferente da gente, age de acordo com seus valores, crenças e modos de pensar e quando amamos alguém, simplesmente amamos. Não tem como explicar ou dizer porque amamos. Simples, eu amo e pronto.

Vejo gente que a cada dia "ama um", que não suporta sua própria companhia e que se apaixona e desapaixona na mesma velocidade que a luz! Suspeito... Como alguém que não consegue ficar sozinho e na verdade não suporta a si mesmo pode realmente amar alguém? Isso é egoísmo e não amor.

Amor é tempo, é olhar, é simples, as vezes rotina, outras não, mas sempre, sempre amor, aquele que aguenta, suporta e consegue ver estrelas até no céu mais nublado.

Pois é, alguém que está sem namorado falando de amor, estranho, não?? Não! Tô aprendendo também!

Amor é aprender, aceitar, compreender, perdoar e pedir perdão, as vezes amar o outro é simplesmente dizer não, se afastar.

Há algum tempo passei por uma situação totalmente nova, que seria uma grande mudança na minha vida e na vida de todos os que convivem comigo e o amor falou mais alto e eu disse não! Por amor próprio, por amor a quem me amava e por amor a quem naquele momento tentou consolidar o amor que sentia por mim.

Foi difícil, mas vejo que tomei a decisão correta. O amor é assim e identificá-lo nas situações é essencial, o verdadeiro amor nos faz ser feliz e com certeza que o outro também seja!

Esteja você ouvindo estrelas por alguém (ou não!) seja feliz!  Não fique amargo por isso, ou aquilo. Não tem uma namorado? Eu também não! Mas tenho outras milhares de coisas que me completam e me fazem feliz. 

Em assuntos de amor ninguém é graduado, mas o melhor é viver e ir vendo a vida passar... no fim olhar para trás e pensar: Valeu a pena!

Então um FELIZ DIA DOS NAMORADOS a todos e que cada um de nós tenha a rara e ótima oportunidade de ouvir estrelas!



quarta-feira, 1 de junho de 2011

De volta ao planeta dos macacos

Nos últimos meses e principalmente semanas estamos sendo bombardeados com várias notícias e protestos, todos referentes a legalização disso ou daquilo, em suma, entramos numa fase onde tudo é muito relativo e aberto a debates.

Dias atrás ouvindo uma música 'De volta ao Planeta dos macacos' consegui me encontrar...


Sei que esse texto inicialmente pode parecer homofóbico, mas pode ter a certeza que não é!

O grande embate nos altos escalões do governo e nas ruas é a PL 122 que criminaliza quaisquer atos de preconceito e/ou homofobia.

Sou contra a aprovação dessa lei.

Não vou utilizar como base para minha opinião a religião ou minha crença pessoal, mas sim meu direito garantido por lei, é a nossa CONSTITUIÇÃO FEDERAL BRASILEIRA, promulgada em 1988 e que garante a qualquer brasileiro o direito de liberdade.

Sou a favor da liberdade de ir e vir garantida por lei, da garantia de expressão livre e acredito e cumpro meus deveres também.

Tenho o direito de discordar, mas o dever de respeitar.


O grande problema é que nós, brasileiros, chegamos a um ponto que as pessoas acreditam que a criação de novas leis vai resolver velhos problemas, e não pensam que na verdade, as leis que já existem é que devem ser cumpridas.

Fico estarrecida com a Inglaterra, que com uma Constituição muito menor que a nossa cumpre em maior quantidade o que a mesma reza.

E por que?

Muitos devem estar pensando: Não compare a cultura inglesa a nossa! Mas na verdade me questiono sobre quem é o ser humano, do que ele é capaz? E principalmente o que nós brasileiros estamos nos tornando e para onde estamos indo...

Nós estamos num ponto de que tudo precisa ser lei! Parece que a sensação de segurança só "aumenta" se for lei. Mas na verdade nós temos leis, e muitas! O que acontece é um conjunto de fatores: a falta de conhecimento sobre as leis, uma educação que tenta educar, mas que na verdade só aliena, a sensação de segurança, a falta de empenho do governo em trabalhar pelas leis existentes e em pról do povo, entre outros.

Quando nós criamos leis que protegem esse ou aquele grupo, não pensamos que na verdade estamos fazendo isso em decorrência do resto da população.

Todos nós, perante a própria Lei, somos iguais e por isso podemos ser diferentes.


No Brasil nós temos Lei pra todo gosto. Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Estatuto do Idoso, Lei de proteção ao meio ambiente, Lei Maria da Penha, Código de Trânsito e mais uma pilha de livros, que quem estuda Ciências Jurídicas pode me contar!

E achamos que tudo isso faz alguma diferença, mas até agora sejamos honestos: mudou alguma coisa? Melhorou alguma coisa?

Eu não vejo.

A percepção do que tem por trás de cada "criação jurídica" não nos ocorre. Temos um bando de políticos tentando se promover em cima de uma parcela da população, por que quem consegue aprovar algum Projeto de Lei tem voto garantido na próxima eleição.

O político que conseguir fazer valer um terço das leis que temos, esse merece meu voto.

Sou a favor do direito de todos os brasileiros, independente de cor, raça, sexo, opção sexual ou seja lá o que for. Mas não me conformo com a idéia de que somos tão selvagens e não conseguimos conviver e nem ao menos fazer valer as leis que nos cobrem e nos garantem: LIBERDADE.

Existe mesmo necessidade, ou o que nos falta é senso de identidade e respeito?

As leis já existem, cadê os políticos que na verdade precisam criar mecanismos para que elas funcionem e só nos fazem passar vergonha com suas macaquices e na verdade sublinarmente nos chamam de idiotas?


A Educação do nosso país está se desfacelando, devido a uma enorme quantidade de motivos, isso inclue os currículos, que igualmente são elaborados pelo alto escalão e vive mudando, devido a sua descontextualização, a falta de idéia e de planejamento e isso prejudica a formação cultural, profissional, social e econômica da nossa população e ainda me vem com Cartilha contra a Homofobia. O que???

A escola precisa trabalhar para que o aluno respeite TODA A FORMA DE VIDA, e não ensinar os alunos que essa ou aquela pessoa é "mais especial". Todos somos iguais, como brasileiros e todos podemos ser diferentes e devemos ser respeitados pelas igualdades e diferenças.

Acho que daqui a algum tempo vamos ter Estatuto de Proteção as Loiras Oxigenadas (ou não), Lei que protege aos mais cheinhos, mais magrinhos, de cabelo com progressiva e por ai vai! Parece engraçado, mas na verdade é muito triste. Estamos achando normal criminalizar tudo, ao invés de trabalhar as diferenças como forma de expressão e de direito de concordar ou discordar, mas com o dever de respeitar, compreender e conviver.

Que país é esse??



Fico indignado com a selvageria que começa no governo e se espalha pela nação... me sinto cada vez mais caminhando a largos passos de volta ao Planeta dos macacos!


terça-feira, 17 de maio de 2011

A pipoca - Rubem Alves

Arrumando minhas coisas achei no meio da bagunça um livro meu de Rubem Alves e a página marcada tinha um texto dele que gosto muito, muito mesmo, então resolvi compartilhar aqui, onde muitos podem ter acesso, já que atualmente a leitura de livros de papel tá virando coisa rara. Vale  a pena conferir, até pra quem não tem hábito de leitura!



A pipoca
Rubem Alves

A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas.

Por isso tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Dedico-me a algo que poderia ter o nome de "culinária literária". Já escrevi sobre as mais variadas entidades do mundo da cozinha: cebolas, ora-pro-nobis, picadinho de carne com tomate feijão e arroz, bacalhoada, suflês, sopas, churrascos.

Cheguei mesmo a dedicar metade de um livro poético-filosófico a uma meditação sobre o filme A Festa de Babette que é uma celebração da comida como ritual de feitiçaria. Sabedor das minhas limitações e competências, nunca escrevi como chef. Escrevi como filósofo, poeta, psicanalista e teólogo — porque a culinária estimula todas essas funções do pensamento.

As comidas, para mim, são entidades oníricas.

Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu.

A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simples molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas. Entretanto, dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca. E algo inesperado na minha mente aconteceu. Minhas idéias começaram a estourar como pipoca. Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar. Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada e imprevisível.

A pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. Poético porque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das pipocas dentro de uma panela. Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem.

Para os cristãos, religiosos são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura de vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é vida...). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e alegria devem existir juntas.

Lembrei-me, então, de lição que aprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa do Candomblé baiano: que a pipoca é a comida sagrada do Candomblé...

A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido.

Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos.

Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado.

Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!

E o que é que isso tem a ver com o Candomblé? É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos.Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.

Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro.

"Morre e transforma-te!" — dizia Goethe.

Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas, descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar.

Meu amigo William, extraordinário professor pesquisador da Unicamp, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia, as explicações científicas não valem.

Por exemplo: em Minas "piruá" é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: "Fiquei piruá!" Mas acho que o poder metafórico dos piruás é maior.

Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.

Ignoram o dito de Jesus: "Quem preservar a sua vida perdê-la-á". A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.

Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira...

"Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu".

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sobre os fins

Estou sem postar a semanas! Um conjunto de fatores... tempo, inspiração, vontade, enfim. Mas estou de volta!


Passei a semana "matutano" sobre o que eu gostaria de escrever, na verdade, pensando sobre o que eu tenho a necessidade de expressar, pois em cada post percebo que preciso escrever, que isso realmente faz parte de algo que me traz prazer.

Sem perceber comecei a olhar ao redor e perceber algumas coisas sobre os fins, sabe aquele (...) e viveram felizes para sempre... Isso, é isso mesmo! Ou melhor, tem a ver com isso também!


Essa idéia de fim é algo que está incutido no ser humano, desde que nascemos, mesmo que na verdade ninguém está preparado para isso e nem fomos feitos para isso!

A grande maioria das religiões acredita que haja vida após a morte, que existe um lugar para o qual, em uma existência superior, existimos novamente. Eu também acredito nisso. Acredito na Morada Celeste, no céu.


Mas entre o intervalo nascer-morrer existe o que chamamos de VIDA. E a grande pergunta que deve ecoar em nossas mentes não é: Quando vou morrer? Mas sim: O que fazer nesse intervalo?

Desde crianças aprendemos por meio dos desenhos, novelas e filmes que todo drama acaba com um letreiro ao fim "Happy Ending" mas o que nunca nos questionamos é como são feitos os finais felizes. 



Acho que a primeira consideração a ser feita é o que esperamos de um final feliz?? Tem gente que espera uma vida perfeita, mas na verdade que conceito é esse de perfeição? Um conceito 'enlatado' vindo de uma mídia e de idéias consumistas estereotipadas, que esperam que você seja feliz a qualquer custo,  mesmo que isso lhe custe a vida. Prazer a qualquer preço.


Será que as expectativas que temos criado para nossas vidas tem sido realistas e principalmente pautadas em valores que nos apreciem ao invés de depreciar a alegria e a dádiva de existir?


Muitas vezes já me vi buscando um final feliz pras diversas situações da minha vida e garanto a vocês que naquele momento pareceu que tudo aconteceu ao contrário do que eu queria e continuo aqui, talvez se o final que eu quisesse tivesse acontecido a minha vida seria diferente e eu estaria diferente. Talvez mais feliz, talvez menos.


Mas o que me chama atenção é que sempre estamos buscando algo, ou seja, o final feliz não é algo absoluto. 


E porque?? Porque na vida real não acontece como nos contos de fada?? 


É simples... os contos de fada acabam quando a princesa se casa e a nossa vida continua e o principal fator: NÓS MUDAMOS! Cada dia é um dia diferente pra nós, o dia muda e nós mudamos. Nunca esqueço daquela frase de 'Vicky Cristina Barcelona': Não sei o que quero, mas sei exatamente o que não quero' e isso pode mudar.


Nós nunca vamos saber se a Cinderela, Branca de Neve e suas amigas realmente foram felizes pra sempre, se tiveram problemas no casamento, se os filhos deram trabalho na escola, se elas resolveram trabalhar fora e o príncipe não aceitou e virou fera... será, será?? 



O poeta diz que a felicidade não está no caminho e sim no caminhar, na maneira como se anda e não nos fins. Eu acho que quando paramos e acreditamos que chegou o fim a vida perde o sentido, a razão, a força divina que nos impulsiona a continuar, a acreditar que tudo é possível!


A nossa mente é tão pequena diante da grandiosidade de tudo que vemos e principalmente do que não vemos e nós temos a tendência a se fechar na nossa caixinha e perseguir a vida inteira coisas e objetivos, que talvez quando chegarmos ao verdadeiro fim não farão nenhum sentido e teremos a sensação de que não valeu a pena e que nunca tivemos nosso final feliz.


Vamos aproveitar o caminho, as flores e os espinhos que fazem parte dele e o fim com certeza virá e será melhor do que nós, pobres e rélis mortais, idealizamos.


Rubem Alves diz que as religiões são formas de ajuntar os cacos. Então se você está aqui, aproveite esse tempo e faça um mosaico.




sábado, 23 de abril de 2011

Os 10 mais

Eu já tinha um post praticamente pronto, mas, me deu vontade de escrever outra coisa. E como já disse eu escrevo aqui por prazer e  sem obrigação de seguir um tema, roteiro ou até mesmo de trazer uma idéia legal, apenas tem o objetivo de me deixar satisfeita e de repente que alguém também se sinta bem.

Como a maioria das pessoas que já leu esse Blog já percebeu eu sou uma pessoa que adora Cinema, Música, Literatura e afins... e hoje resolvi escrever um pouquinho sobre uma dessas paixões: CINEMA.


Que fique claro que não sou e nem tenho a pretensão de ser especialista no assunto. Escrevo como alguém que gosta, admira e gasta tempo "cinemando" (acabei de inventar esse verbo!).

Então, vamos ao que interessa! 

Montei uma lista dos meus filmes favoritos, aqueles que marcaram a minha vida e que fizeram parte do meu aprendizado consciente ou inconscientemente, seja trazendo entretenimento ou 'grandes morais'. Também é importante lembrar que não existe uma ordem, apenas escolhi 10... e foi difícil escolher só isso!

Aproveite e 'se não faz sentido, discorde comigo. Não é nada demais'.

Começo essa viagem por um filme de 1972, mas que eu só assisti em 2010, graças a uma insistência da TV em repetí-lo, O PODEROSO CHEFÃO. A saga da família Corleone conseguiu prender a  minha total atenção nos 5 primeiros minutos de filme e nem dar tempo do "pipi" e me fez dizer: Uau! Esse Francis Ford Coppola é o cara! Se você ainda não assistiu, vale muito a pena separar 3 horas do seu tempo, é, é um filme longo, mas vale cada minuto!


Um dos filmes que me faz vibrar assistindo e que me fazia pular de alegria quando passava na "Sessão da Tarde", sessão que hoje em dia não passa nada de interessante, em minha mera opinião... é CURTINDO A VIDA ADOIDADO. O que é esse filme?? Esse filme marcou minha infância e minha adolescência, porque trazia uma comédia diferente, que chegava a ser sarcástica. 


Agora, vou para um grande clássico dos desenhos da Walt Disney, o meu favorito das franquias de Contos de Fada: A BELA E FERA, de 1991, que trouxe as telas objetos com vida e sentimentos e uma bela moça que consegue se apaixonar por uma Fera, o que me me encantava e me encanta até hoje!



Vou de filmes 'mais antigos' para o recente VICKY CRISTINA BARCELONA, de Woody Allen, que realmente me chamou a atenção. Tenho a tendência a não simpatizar com filmes que usam como recurso a narração de alguém 'fora da história',  e confesso não ser a mais apaixonada pelo trabalho do diretor, mas na primeira cena desse filme ele já conseguiu mexer comigo e despertar minha curiosidade que depois só ia aumentando a medida dos diálogos, acontecimentos e do cenário magnífico, além da beleza dos intérpretes e do show dado por Penélope Cruz, no papel Oscarizado de Maria Helena.
Mesmo se você não gosta do estilo de Woody Allen #FikDik


Sou mega fã de tudo o que Júlia Roberts faz, então é claro que ela não poderia faltar aqui e dentro da filmografia dela, escolhi o filme que a consagrou e você deve estar certo, é, esse mesmo! UMA LINDA MULHER. Parece ridículo e previsível comentar sobre esse filme sendo uma mulher que vos escreve, mas fala sério! Esse filme marcou época e por vários motivos... se você não assistiu ou faz tempo que não lembra, corre e assista novamente!


O próximo filme pode surpreender muita gente e fazer com que alguns mudem suas opiniões sobre mim e achem meu gosto duvidoso...

Quando criança, era daquelas que jogava muito Nintendo e Mega Drive  uma aficcionada por MORTAL KOMBAT, então esse filme pode não ter as melhores atuações, cenários, lutas, trilhas sonoras e etc's. Mas pra mim é demais! Sonia Blade, Kitana, Scorpion e Cia limitada detonam! Fight!


Vamos agora ao filme número 7, lembrando que nem de perto essa lista é feita por ordem de preferência e com certeza muitos filmes que realmente gosto ficarão fora e quem sabe de uma próxima vez estarão aqui para serem divididos com todos vocês!

Fui ao cinema mais de uma vez assistir PIRATAS DO CARIBE - A MALDIÇÃO DO PÉROLA NEGRA e pra mim nenhum dos outros filmes participantes da saga chega nem perto do primeiro! O Capitão Jack Sparrow é realmente uma criação ímpar no cinema, os trejeitos, as caras e as falas impagáveis na interpretação de Johnny Deep, que é um ator que eu admiro em todos os trabalhos, desde a série 'Anjos da Lei' passando por 'Don Juan de Marco' e chegando a 'Turista'.


Nessa parte da história vou a um filme com esse nome: A OUTRA HISTÓRIA AMERICANA. O que é aquela cena que o Edward Norton durante um assalto em sua casa pede ao cara que ponha a boca na guia da calçada e a cena é cortada?? Nunca me esqueci daquela cena! E assisti aquele filme faz vários anos! Tudo nesse filme é bom! O roteiro, a edição, os atores e interpretações e a tensão que ele pode te trazer é forte.


Nessa altura do campeonato vou dividir o lugar entre dois filmes que realmente marcaram minha vida, eu decorei uma boa parte das falas e assistia repetidamente, coisa que minha mãe já não suportava mais, mas que eu não conseguia parar de ver!

Divido agora com vocês a minha devoção a O PAI DA NOIVA  e MUDANÇA DE HÁBITO, ambos com comediantes maravilhosos!

MUDANÇA DE HÁBITO tem um ingrediente que me agrada até hoje: Música. Prova que adoro os musicais até hoje...  e O PAI DA NOIVA traz o bárbaro George Banks (Steve Martin) que não tenho nem como comentar! E que fez outros muitos filmes que me marcaram, como: Fé demais não cheira bem, Um espírito atrás de mim, entre outros.



Encerrando essa lista, com dor no coração, por saber que faltaram filmes, mas a vida é assim! Haha


O último filme que gostaria de compartilhar aqui é PULP FICTION, de 1994, de um diretor que eu simplesmente A-DO-RO, Quentin Tarantino. O estilo dos filmes dele tem como marca um dinamismo, a não obrigação de uma cronologia e tomadas impecavelmente filmadas e editadas a ponto de te fazer colocar "os bofes pra fora". Coloco esse filme dele aqui, mas sou fã incondicional de Kill Bill e Bastardos Inglórios.


Fica aqui alguns (poucos) de meus filmes favoritos, não necessariamente em ordem e que não tem a mínima pretensão, como já disse, de parecer algo especializado ou que agrada a todo mundo. Você tem o direito de gostar, odiar, discordar e de assistir e repensar! De repente quando vemos algo pensando na visão de outras pessoas a gente repensa e acaba gostando ou no mínimo tendo outra visão  sobre o assunto.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Chocolate

A Páscoa me inspirou! Afinal de contas qual é o doce mais doce do que doce de batata doce.... o nosso adorado e doce: CHOCOLATE




Mas a essa altura do campeonato você deve estar se perguntando: Ué, mas agora que é hora de não falar sobre isso e sim sobre o verdadeiro sentido da Páscoa! 
Pois é, mas eu sou uma grande fã de chocolate e quem sabe por que caminhos essa delícia irá me levar... 

Para que ninguém diga que não sou culta, pesquisando, descobri algumas curiosidades sobre o chocolate!

O Chocolate dá força:
Um simples pedaço de chocolate pode dar energia suficiente para uma mulher adulta andar 45 metros. Um único pedaço de chocolate tem 10% da quantidade recomendada de ingestão diária de ferro.

O Chocolate não acaba com a pele:
O chocolate não causa ou agrava a acne, isso é um mito.

Chocolate e os Cães:
O chocolate pode ser mortal para os cães. Ele contêm um ingrediente chamado “Teobromina” que pode ser tóxica para o sistema nervoso central e para os músculos cardíacos do cão.

Chocolate gasta:
As pessoas gastam anualmente mais de 7 bilhões de dólares com chocolate.

Chocolate Previne o Envelhecimento:
A massa de Cacau tem grande poder antioxidante, mais que qualquer fruta combatendo os efeitos da idade e alguns cientistas garantem que pode ajudar a prevenir o cancro.

Chocolate dá felicidade:
O Chocolate estimula a produção de hormônios na área das emoções semelhantes aos liberados quando estamos apaixonados.Ele ajuda combater a depressão, hipertensão, tumores e até o stress da TPM (Síndrome disfórica pré-menstrual).

Haja Chocolate:
A maior maqueta de chocolate até hoje construída foi a da cidade olímpica de Barcelona, em 1985. Pesava duas toneladas e tinha 10 metros de comprimento.

Chocolate não engorda:
O Chocolate puro tem pouca gordura e, grande quantidade de magnésio e ferro. Com a devida moderação é possível desfrutar do prazer de comer Chocolate sem trazer prejuízos ao organismo.

Devorando Chocolate:
As pesquisas de consumo indivídual de chocolate indica que cada pessoa consume cerca de 5 quilos de chocolate por ano.

É desses que elas gostam mais:
Leite com chocolate é o tipo de chocolate mais preferido pelas pessoas. Contudo, o chocolate preto é especificamente o mais popular entre os homens.

Depois dessa onda que deve ter hipnotizado a sua mente com tantos benefícios que o chocolate traz. Tem até uma música, do Snow Patrol, com esse título!




Chocolate é tema da infância de muita gente... será porque na maioria das vezes chocolate nos lembra coisas boas? Quando chegamos na adolescência ele continua fazendo parte, nos momentos bons e naqueles de 'deprê' e na vida adulta ele continua aparecendo, mesmo que seja para você se sentir culpado (a) das calorias! 


Nessa 'vibe' também curto muito um filme com o nome deste post:


Esse filme traz a história de uma mulher que ganha a vida fazendo chocolates e na verdade eles tem "um poder mágico" que pode alterar a vida das pessoas, simplesmente porque faz com que se sintam felizes consigo mesmas e com as outras pessoas, simples assim.

Quando penso nisso sou obrigada a dizer: Tem gente que teria que comer 1 tonelada de chocolate! Nunca vi tanta amargura!

Vocês já perceberam que tem gente que vive a vida toda de cara amarrada, parece que come giló todos os dias e a cara de gosto ruim não sai nunca?? 

Eu sei... chocolate não resolve tudo! 

Mas é agora que o verdadeiro sentido da Páscoa surge: mudança, transformação, renovação, ressurreição. Você pode nunca ter se atentando ao fato, mas as vezes na vida precisamos parar para pensar e descobrir que precisamos de novidades, de uma mudança, de um gosto, um cheiro novo, de matar ou ressuscitar algo em nossas almas, pensamentos e ações e as vezes precisamos não pensar em nada e só sentir, adoçar os momentos amargos que a vida e esse mundo apressado e revolto no qual vivemos traz.

Você não é obrigado a gostar de chocolate, mas goste do que gostar você tem a obrigação de ser feliz e aproveitar o breve tempo que Deus deu de presente a cada um de nós e fazer dele o melhor e o mais doce possível, porque dessa vida não se leva nada a não ser o que se fez de bom. 

A grande escritora Clarice Lispector diz uma frase, da qual me lembro todos os dias quando fico com a tendência de amargar: "E todos os dias ficarei tão feliz que incomodarei os outros!"


Sem querer ser piegas e sendo com certeza brega, escrevo com toda a certeza: ADOCICA!


E ai, vai um chocolate??

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Do brega...

O título desse post pode ser considerado ultrapassado, porque até essa palavra anda meio velha, mas na verdade se ser brega é gostar do que anda "fora de moda" e apreciar independente do gosto da grande maioria, sim EU SOU BREGA!

Essa semana aconteceu uma situação interessante. Estava ouvindo Oswaldo Montenegro, é isso mesmo que você leu, OSWALDO MONTENEGRO.




E as pessoas olharam com uma cara do tipo: O que você tomou?? Me avisa pra eu nunca tomar... e perguntei qual era o motivo de tanto exagero, adivinha?? Minha breguice! Me disseram que ouvir Oswaldo Montenegro é coisa de gente velha e com ele toda a leva da MPB, digamos, mais antiga.

Durante a semana andei pesquisando sobre o que as pessoas andam ouvindo, o que anda tocando por ai e me deparei com coisas do tipo "Coloridos" e pasmem: várias bandas nesse estilo, além de funks que eu prefiro não comentar! 


Não vou questionar o gosto por essa ou aquela banda porque quando era adolescente e curtia Mamonas Assassinas, Raimundos, Jota Quest, Skank e todas as bandinhas do final dos anos 90, começo do século XXI meus pais achavam tudo horrível... as letras, as melodias, os cantores! E mesmo assim eu continuava adorando e odiava que qualquer um falasse mal.



Música boa pra eles era: Chico Buarque, Maria Betânia, Elis Regina, Tom Jobim... e eu também aprendi a gostar, principalmente de uma bandinha chamada Legião Urbana, ahh, essa me fazia e me faz até hoje 'pirar'.


Vi uns clipes essa semana de músicas internacionais e de meia dúzia de clipes, 5 e meio tinham letras ruins ou melodias péssimas e mulher pelada pra todo lado!
Tem umas que tem uma batida ótima, mas só a batida... Haha
Gostei muito do vídeo clipe da música Airplanes do BoB, mesmo não fazendo muito meu estilo e apesar de não ser a maior fã do Paramore, a vocalista me surpreendeu! Linda voz!

Mas enfim, adoro algumas bandas americanas, algumas européias, música cristã e claro MPB e na verdade não tenho preconceito musical, o que realmente me faz gostar ou não de música se define em: é boa?

Até hoje ouvi muita coisa e sempre ouço, sou daquelas que gosta de música pra toda hora e cada ocasião tem uma música tema, se é que isso existe... gosto de música alta, de música que me faz sentir algo, pensar ou não.

Hoje em dia perdemos o hábito de ouvir, porque na era da informação, todo mundo quer falar! E até na música esse mal se espalhou... a gente ouve qualquer coisa e diz que gosta, ou não, sem nem se atentar ao que é e desprezamos aquilo que consideramos brega, fora de moda, enfim, antiquado e até errado, muitas vezes só pelo simples fato de rotular tudo sem nem saber do que se trata.

Você tem o direito de gostar do que quiser e achar brega também! Pois é, mas fica a dica e uma idéia bem legal, talvez, como tudo na vida não agrade a "gregos e troianos", mas só o simples fato de fazer com que ouçamos com atenção já é válido! Vale a pena conferir, mesmo que seja pra não gostar!